Bebida de Inhame – Receita Vegana

As bebidas vegetais não devem ser chamadas de leite vegetais, pois não substituem o leite de vaca (as plantas tampouco possuem mamas para produzir leite). São bebidas super nutritivas, mas nutricionalmente diferentes. Ou seja, são opções de bebidas vegetarianas/ ou veganas saudáveis, que de aparência e textura PODEM lembrar o leite (particularmente eu acho estas bebidas muito mais saborosas, além de causarem muito menos impacto no meio ambiente).

Bebida Vegetal de Inhame – Receita vegetariana/ vegana

1 xícara de chá de inhame cozido
1xícara de chá de castanha do Pará de remolho por 8horas
1 pitada de sal
Água para cobrir
Ferva o inhame em água. Descarte a água e bata o inhame no processador ou mixer. Acrescente as castanhas e o sal e bata novamente até ficar homogêneo. Acrescente mais agua caso necessite.
Coe com um pano limpinho ou voal.
Não descarte o bagaço, pois pode ser utilizado para farofas, bolos, panquecas etc.

 

Receita de sopa (super gostosa)

Friozinho chama sopa. Mas sopa só de legumes para nós vegetarianos não é suficiente. Logo resolvemos incrementar esta linda sopa de beterraba, adicionando tofu fresco e biomassa de banana verde. Assim o tofu aumenta o teor proteico enquanto a biomassa aumenta o teor de fibras e diminui o índice glicêmico. No final temos uma sopa vegana, super saborosa, nutritiva e com boa saciabilidade. Cozinhamos 4 beterrabas com sal e caldo de legumes caseiro. Batemos com 150g de tofu fresco e 5 c de sopa de biomassa de banana verde que compramos fresca e pronta na feira de orgânicos (mas serve aquelas embaladas a vácuo de mercado mesmo). Finalizamos com noz moscada. Super fácil!

Proteínas vegetais. COMO ESCOLHER?

O músculo esquelético responde a diferentes estímulos, podendo aumentar ou diminuir a síntese de novas proteínas, e possivelmente promovendo hipertrofia muscular ou atenuação da perda de tônus muscular.

As proteínas de origem vegetal possuem um perfil de aminoácidos diferente das proteínas de origem animal, mas principalmente uma menor concentração relativa de leucina, ou seja, um razão leucina:proteína inferior.

Por esta razão muitos pesquisadores questionam se estas fontes proteicas são inferiores `as proteínas de origem animal, com relação ao aumento de massa muscular ou atenuação de sua perda. Outros aminoácidos que merecem atenção, pois se encontram em desequilíbrio em alguns alimentos, são a metionina e a lisina.

A fim de contornar esta situação e diante da atual carência de pesquisas neste campo, grandes parte do pesquisadores propõem que a alimentação diária deve conter grande VARIEDADE de grãos e leguminosas, dando preferência aqueles alimentos com maior concentração destes aminoácidos.

A tabela em anexo aponta a quantidade relativa (%) de leucina, metionina e lisina do total de proteína (g) de cada fonte.

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Fonte: VAN VLIET, S.; BURD, N. A.; VAN LOON, L. J. The Skeletal Muscle Anabolic Response to Plant- versus Animal-Based Protein Consumption. J Nutr, v. 145, n. 9, p. 1981-91, Sep 2015. ISSN 1541-6100. Disponível em: < https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26224750 >.

Veiculado pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB São Paulo) em 09/09/2016 – https://www.facebook.com/svbsaopaulo/photos/a.161553870692039.1073741831.152179338296159/603329213181167/?type=3&theater