Agrião

Um micronutriente que merece muita atenção num cardápio vegetariano estrito é o cálcio, já que a ingestão de alguns alimentos fonte deste nutriente (como os derivados do leite) não acontece neste tipo de dieta. As verduras verde escuras são boas fontes de cálcio, porém como e quanto consumir???

A dica de hoje é o agrião.

100g de agrião contém 133mg de cálcio (mesma quantidade do que 100ml de leite – fonte: Taco, 2011). Porém dificilmente conseguimos consumir 100g de agrião na forma crua. Por outro lado, ao refogar esta verdura, o volume diminui drasticamente e logo, fica muito mais fácil ingerir grandes quantidades de agrião.

 

 

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Vegetarianismo estrito na primeira infância é possível e saudável

Vegetarianismo estrito na primeira infância é possível e saudável. Algumas considerações nesta fase da vida:

 

  • a alimentação é complementar ao aleitamento materno. Caso o aleitamento materno não seja possível, é importante entrar com uma fórmula infatil vegetariana adapatada para a idade. As bebidas vegetais não conseguem suprir as demandas nutricionais dos bebês e não devem substituir o leite materno.

 

  • é importante limitar a quantidade de fibras na alimentação, já que a dieta vegetarina normalmente é rica neste nutriente. Certifique-se que o bebê esteja consumindo a quantidade de calorias diárias, pois os alimentos fibrosos são em geral baixo em calorias.

 

  • A alimentação deve ser rica em gordura (o leite materno é composto por 40-50% das calorias derivadas de gordura!  Logo certifique-se em adicionar azeite de oliva e linhaça para finalizar o prato do bebê. É importante que seja utilizado o óleo da linhaça e não a semente de linhaça, pois esta é rica em fibra. O óleo de linhaça é rico em ômega 3, importante para o desenvolvimento cerebral do bebê. Porém, como este óleo nem sempre é bem tolerado, é possível que haja necessidade de misturar o azeite de oliva com o de linhaça.

 

 

Próximo post: cálcio, ferro, vitamina b12, vitamina D

Receita de Bolo de caneca vegano

Bolinho Rápido de banana e cacau – Vegano

Ingredientes para 1 porção:

  • 1/2 banana
  • 1 colher de sopa de farinha de linhaça (dourada ou marrom)
  • 1 colher de sopa de cacau (de preferência orgânico)
  • 1 colher de chá de polvilho doce
  • 1 colher de sopa de óleo de coco
  • 2 colheres de sopa de leite de coco (ou outro vegetal)
  • 15 gotas stévia
  • 2 colheres de sopa de água

 

Modo de fazer:

  1. Amasse a banana e misture tudo com um garfo ou colher.
  2. Coloque numa forminha. Se você não tiver, pode ser xícara ou tigelinha que agüente o calor.
  3. Coloque no forno pré-aquecido e deixe por uns 15 min.

Receita de Hambúrguer de Lentilha

Receita divina, fácil e ótima para congelar!

Hambúrguer de lentilha
• 3 xícaras de lentilha cozida (só grão)
• ½ xícara de farinha de fécula de batata
• 2/3 de xícara de nozes
• 1 cebola picadinha;
• 2 dentes de alho amassado;
• 1 colher de chá de sal;
• ½ c de chá de pimenta do reino;
• 1 c de sopa de molho inglês ou shoyo
• 1 xícara de farinha de rosca
• 2 c de sopa de linhaça em semente
• 6 c de sopa de água morna
• 100g de champignons
Misture a água morna com a semente de linhaça por 5 minutos até ficar “grosso” e gosmento. (isto é para substituir o ovos desta preparação). No processador bata 2 xícaras de lentilha, as nozes, alho, cebola picada, pimenta, molho inglês/ shoyo e os cogumelos. Depois, em uma tigela misture o restante dos ingredientes com a farinha de rosca (pouco a pouco) até a misture ser facilmente moldada em 6 hambúrgueres com a mão. Leve ao forno por 20-25 min ou até ficarem escuros e firmes. Sirva em seguida ou congele.

Molho pesto vegano

O molho pesto é um clássico da culinária italiana, tradicionalmente feito com folhas de manjericão e queijo, faz muito sucesso aqui no Brasil. Que tal uma receitinha vegana?

 

Além do pesto de manjericão, é possível preparar versões alternativas caso não goste muito dessa erva, como pesto de rúcula, de azeitonas, de abobrinha e de tomates seco.

 

As formas de consumir o pesto são inúmeras. Pode ser usado como molho de macarrão, espalhar sobre uma fatia de pão tostado, servir sobre saladas, brusquetas e pizzas. Se você ama o pesto como eu, pode muito bem fazer bastante e congelar em pequenos frascos, depois é só descongelar na geladeira ou em temperatura ambiente e utilizar normalmente.

INGREDIENTES:
3 xíc. de folhas de manjericão
1/2 xíc. de nozes (ou castanha de caju ou do Pará)
4 colheres de sopa de azeite de oliva
1 colher de chá de sal
1/4 colher de chá de pimenta do reino (opcional)

COMO FAZER:
1- Coloque todos os ingredientes no processador ou liquidificador e triture até ficar homogêneo. Desligue o processador ou liquidificador de vez em quando e raspe a lateral com uma espátula ou colher e volte a bater, assim a mistura ficará mais homogênea. Se você tiver um pilão e socador, pode utilizá-los para triturar os ingredientes. Caso esteja difícil triturar, adicione mais azeite de oliva quanto baste;
2- Se não for usar logo, transfira o pesto para um pote com tampa e armazene na geladeira por até três dias. Use quando necessário para incrementar pratos.

 

DICA: Você pode adicionar 1/2 dente de alho pequeno e gotas de limão para ficar mais saboroso.

 

Bebidas vegetais: 13 receitas fáceis para você fazer em casa

As bebidas vegetais (também chamadas popularmente de leites vegetais) são grandes aliadas para quem faz uso de dietas que restringem produtos de origem animal, como é o caso dos vegetarianos estritos (também conhecidos como veganos). Quem tem intolerância ou alergia à lactose, ou ainda outro elemento presente no leite e seus derivados, também costuma substitui-los por bebidas de origem vegetal em suas refeições.

 

Geralmente, existe pouca variedade de bebidas vegetais disponíveis nos supermercados comuns, e quando são encontrados, apresentam um preço bem elevado. Muitas vezes, a poucas opções disponíveis em mercados comuns também apresentam conservantes, corantes, açúcar e adoçantes.

 

Uma alternativa mais natural e mais barata é fazê-los em casa. O processo para obter o “leite” de diferentes fontes  é bem parecido. Na maioria das vezes é necessário deixar o grão ou oleaginosa de molho durante algumas horas, bater com água e coar, porém não é regra. Em alguns casos não é necessário nem deixar de molho ou ainda coar, tornando o processo mais prático.

 

RECEITAS:

 

*Leite de soja: dentre os leites vegetais, o leite de soja é o mais mais conhecido. Para fazê-lo basta deixar a soja de molho durante 12 horas, bater no liquidificador com 3 xícaras de água para cada xícara de soja, coar e cozinhar o líquido até a espuma sumir. Com o resíduo do leite, chamado okara, é possível fazer bolos, bolachas e até mesmo adicionar ao suco verde.

 

*Leite de amendoim: o leite de amendoim tem sabor similar ao leite de amêndoas, com a vantagem de ser mais econômico. Existem diversas formas de obter esse leite, a depender do gosto de quem irá prepará-lo. Ele pode ser apenas deixado de molho, batido e coado, ou como apresentado na receita, o leite pode ser cozido. Outra opção também é torrar o amendoim antes de deixá-lo de molho. O resíduo do leite é ideal para o preparo de quitutes doces como bolos, bolachas e cookies.

 

*Leite de amêndoas: além de ser consumido puro, o leite de amêndoas é ideal para ser utilizado em receitas, já que seu sabor é um dos mais neutros dentre os leites vegetais. Para fazê-lo basta deixar as amêndoas de molho por pelo menos 12 horas, bater no liquidificador utilizando 4 xícaras de água para cada xícara de amêndoas. Se desejar, adicione essência de baunilha.

 

*Leite de gergelim: o gergelim é um ótimo alimento para diminuir o colesterol ruim e, além disso, o seu leite apresenta mais cálcio que o leite de vaca. Para preparar o leite de gergelim você pode utilizar o gergelim preto ou bege. Deixe-o de molho de 8 a 12 horas, bata no liquidificador com 3 ou 4 xícaras de água e coe. Com o resíduo do leite é possível fazer uma ricota de gergelim.

 

*Leite de linhaça: a linhaça tem a função adstringente, ou seja, é uma ótima aliada na perda de gordura. O uso dessa semente também está associado ao tratamento de problemas na pele como ressecamento, psoríase, acnes e alergias. Para fazer o leite de linhaça deixe as sementes hidratando em água durante 8 horas. Depois, bata bem no liquidificador a linhaça com água, utilizando 1 copo de água para cada 2 colheres de linhaça. Finalize coando. A dica da autora da receita é também substituir a água por água de coco ou ainda por um chá de sua preferência ao fazer o leite de linhaça.

 

*Leite de semente de abóbora: as sementes de abóboras muitas vezes são descartadas para apenas a polpa da abóbora ser consumida. É possível fazer um leite vegetal super nutritivo com essa semente que geralmente vai para o lixo. Para fazer esse leite basta deixar as sementes de molho por 12 horas. Para cada xícara de sementes use 4 xícaras de água, bata no liquidificador e coe.

 

*Leite de aveia: a maior vantagem desse leite é o tempo de preparo. Diferente dos demais leites vegetais, a aveia não precisa ser deixada de molho, o leite não é cozido e o preparo é finalizado em poucos minutos. Para cada 2 xícaras de aveia em pó ou em flocos utilize 4 xícaras de água. Bata no liquidificador e coe. O leite dura aproximadamente 3 dias na geladeira.

 

*Leite de arroz: o leite de arroz é um dos leites vegetais com textura mais fina. Não é preciso deixar o arroz de molho, mas é preciso cozinhar. Para o preparo utilize 1 litro de água para cada xícara de arroz, que pode ser branco ou integral. Cozinhe por 15 minutos, bata no liquidificador e coe. O resíduo pode ser utilizado em pratos salgados como sopas, caldos e tortas.

 

*Leite de castanhas do Pará: o leite de castanhas do Pará é um ótimo substituto para o leite de vaca em pratos salgados. Pode ser usado no molho branco e pode substituir o creme de leite. Para fazê-lo utilize 500ml de água para cada 8 castanhas, bata as castanhas no liquidificador, adicione a água e coe.

 

*Leite de castanha de caju: para fazer esse leite utilize 1 litro de água para cada 100g de castanha de caju. Deixe de molho por ao menos 8 horas, bata no liquidificador as castanhas com 300ml de água durante 1 minuto, adicione as demais 700ml de água e bata bem. Coe em um pano bem fino para que não passe nenhum resíduo. Se desejar adicione essência de baunilha.

 

*Leite de nozes: as propriedades medicinais das nozes são muitas. Entre elas estão a redução do risco de diabetes e o aumento nos níveis de serotonina, responsáveis pelo bom humor. Para fazer o leite de nozes basta bater 2 copos de água para cada copo de nozes e coar até obter a textura desejada.

 

*Leite de girassol e inhame: esse leite é muito energético e ótima fonte de vitamina E. Para prepará-lo deixe as sementes de girassol de molho durante 12 horas. Depois, bata as sementes de girassol com água e um inhame pequeno descascado e picado. O leite pode ser guardado por apenas um dia, na geladeira.

 

*Leite de quinoa: o leite de quinoa é rápido e fácil de ser preparado. Utilize 2 xícaras de água para 4 colheres de quinoa. Coloque tudo dentro do liquidificador e deixe de molho durante 15 minutos. Depois bata durante 1 minuto e está pronto. Não é necessário coar.

 

6 vantagens do consumo de leite vegetal

  1. Podem ser consumidos por qualquer pessoa, desde que a mesma não apresente alergia ao vegetal utilizado para fazer o leite;
  2. São ótimas opções de hidratação para se tomar ao longo do dia;
  3. Para dietas com restrição de leite, as bebidas vegetais podem funcionar como substitutos em receitas como bolos, pães, cremes, tortas e outras;
  4. Não possuem gorduras saturadas, portanto não aumentam o colesterol ruim;
  5. São fontes de minerais como o potássio e algumas vitaminas do complexo B (não são fontes de viitamina B12)
  6. Dependendo do vegetal utilizado para o preparo, são ótimas fontes de fibra.

Seguindo uma alimentação saudável e balanceada, os leites vegetais podem complementar a sua dieta. Lembrando que cada pessoa pode ter necessidades especificas para o consumo de nutrientes diários. Consulte um nutricionista para saber as suas.

Conheça também uma das opções mais saborosas e rica em benefícios: o leite de coco vegetal!

 

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Atleta pode ser vegano?

 

 

Dependentes de uma dieta rica em nutrientes e calorias, atletas tendem a ter dietas muito variadas e sem limitações de consumo de proteínas ou quaisquer derivados animais. Porém, já sabemos que uma dieta vegan não impede uma pessoa de ter todos os nutrientes e calorias que precisa para seu dia a dia normal. Será possível então que um atleta possa ser vegan sem problemas para seu desempenho?

 

Existem já vários atletas que são vegetarianos. Mas não existem pesquisas suficientes dizendo como uma dieta vegetariana ou vegan afeta um atleta. Informalmente, tais dietas fazem bem à saúde. É possível que atletas vegan tenham um nível mais baixo de creatina em seus organismos, que é um nutriente obtido diretamente da carne e que pode ajudar muito em exercícios de alta intensidade, como corrida. Suplementos alimentares acabarão sendo necessários e uma dieta, quando saudável, não fará muita diferença no desempenho do atleta.

 

As proteínas, essenciais para um atleta de alta performance, podem ser obtidas facilmente em grãos, nozes e soja. A vitamina B12 é que pode ser um problema, já que só é encontrada na carne e é essencial para atletas de resistência, já que afeta a produção de glóbulos vermelhos no sangue. Muitos cereais e leites de soja são enriquecidos com B12. O atleta também pode optar por suplementos alimentares com esta vitamina. O importante é manter a ingestão de proteína em altos níveis para que a performance não seja prejudicada.

 

Normalmente, um atleta começa o caminho rumo ao veganismo parando com as carnes e, em sequência, com alguns derivados animais. Não adianta também o atleta querer essa proteína toda de uma só fonte. Estudos mostraram que quando alimentados com uma só fonte de proteína, como o milho, o corpo ficará deficiente de quantidades suficientes de aminoácidos essenciais. Portanto, uma dieta bem variada fará com que você retire o máximo de uma dieta vegan ao longo do dia.

 

Sobre a quantidade de calorias certas para a dieta de um atleta,  todo tipo de dieta pode ter a quantidade certa de ingestão calórica. Mesmo lutadores, que tem de se preocupar com o peso certo para suas lutas, podem fazer a manutenção de seu peso bebendo sucos de diferentes sabores, como uva, romã e cereja. Este último, inclusive, tem comprovada uma capacidade de acelerar a recuperação do atleta e todos os 3 tem uma alta dose de calorias para o indivíduo.

 

Apesar de estudos mostrarem que as pessoas que adotam estas dietas são 6-10 mais leves do que comedores de carne, existem muitos que são obesos. É ideal que haja uma combinação entre a dieta ideal para seu metabolismo e organismo, além da prática saudável de exercícios físicos.

 

Quando tratando de esportes de resistência, as dietas são todas com o foco em carboidratos. E você pode obtê-los em qualquer tipo de dieta, seja você um vegetariano ou comedor de carne. É tudo baseado na ingestão da quantidade certa de nutrientes para seu organismo.

 

Em geral, a maior motivação para um atleta tornar-se vegetariano ou vegan baseia-se no fato de que esses indivíduos são mais saudáveis, tendo menor risco de doenças cardíacas e obesidade. Muitos que adotam estas dietas sentem-se mais dispostos e saudáveis. É óbvio que muitos deles tinham uma dieta ruim a base de carne antes. Eles poderiam ter mudado para uma dieta com carne e derivados e se sentir bem com isso. Contudo, temos também questões éticas envolvidas ao assumir uma dieta vegan ou vegetariana que pode compensar a mudança na alimentação. O importante mesmo, no final das contas é dizer que com uma alimentação bem regulada e saudável, qualquer um pode ser vegan ou vegetariano. Fica apenas uma questão de escolha e, principalmente, de disciplina.

 

 

Qual a vantagem para a saúde em consumir alimentos veganos?

Os alimentos veganos, por serem isentos de qualquer componente de origem animal, é isento de colesterol e, em geral, contêm menos gordura total e gordura saturada. Mas cuidado! Um produto vegano não é necessariamente mais saudável. Por exemplo, 1 pacote de batata frita industrializada é um produto vegano, porém contêm alto teor de sódia (sal) e gordura. O importante é evitar os industrializados, pois estes contém muito sal, açúcar e gordura hidrogenada e pouco e são na maioria das vezes, nutricionalmente vazios. Deve-se aumentar o consumo de produtos em natura, assim como, aumentar o tempo e contato com os alimentos e o preparo deles.  Quanto menos processado melhor!!!! Leia sempre a lista de ingrediente.  Desta forma, a alimentação vegana é muito saudável, pois é rica em vitaminas, minerais, fibras, e baixa em gordura (além de isenta de colesterol). Sempre que possível, adquira produtos orgânicos (procure em sua cidade feiras orgânicas e se informe sobre produtores locais). Dica: Faça um horta de temperos e hortaliças em casa!