Agrião

Um micronutriente que merece muita atenção num cardápio vegetariano estrito é o cálcio, já que a ingestão de alguns alimentos fonte deste nutriente (como os derivados do leite) não acontece neste tipo de dieta. As verduras verde escuras são boas fontes de cálcio, porém como e quanto consumir???

A dica de hoje é o agrião.

100g de agrião contém 133mg de cálcio (mesma quantidade do que 100ml de leite – fonte: Taco, 2011). Porém dificilmente conseguimos consumir 100g de agrião na forma crua. Por outro lado, ao refogar esta verdura, o volume diminui drasticamente e logo, fica muito mais fácil ingerir grandes quantidades de agrião.

 

 

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Receita de Bolo de caneca vegano

Bolinho Rápido de banana e cacau – Vegano

Ingredientes para 1 porção:

  • 1/2 banana
  • 1 colher de sopa de farinha de linhaça (dourada ou marrom)
  • 1 colher de sopa de cacau (de preferência orgânico)
  • 1 colher de chá de polvilho doce
  • 1 colher de sopa de óleo de coco
  • 2 colheres de sopa de leite de coco (ou outro vegetal)
  • 15 gotas stévia
  • 2 colheres de sopa de água

 

Modo de fazer:

  1. Amasse a banana e misture tudo com um garfo ou colher.
  2. Coloque numa forminha. Se você não tiver, pode ser xícara ou tigelinha que agüente o calor.
  3. Coloque no forno pré-aquecido e deixe por uns 15 min.

Receita de Hambúrguer de Lentilha

Receita divina, fácil e ótima para congelar!

Hambúrguer de lentilha
• 3 xícaras de lentilha cozida (só grão)
• ½ xícara de farinha de fécula de batata
• 2/3 de xícara de nozes
• 1 cebola picadinha;
• 2 dentes de alho amassado;
• 1 colher de chá de sal;
• ½ c de chá de pimenta do reino;
• 1 c de sopa de molho inglês ou shoyo
• 1 xícara de farinha de rosca
• 2 c de sopa de linhaça em semente
• 6 c de sopa de água morna
• 100g de champignons
Misture a água morna com a semente de linhaça por 5 minutos até ficar “grosso” e gosmento. (isto é para substituir o ovos desta preparação). No processador bata 2 xícaras de lentilha, as nozes, alho, cebola picada, pimenta, molho inglês/ shoyo e os cogumelos. Depois, em uma tigela misture o restante dos ingredientes com a farinha de rosca (pouco a pouco) até a misture ser facilmente moldada em 6 hambúrgueres com a mão. Leve ao forno por 20-25 min ou até ficarem escuros e firmes. Sirva em seguida ou congele.

Bebidas vegetais: 13 receitas fáceis para você fazer em casa

As bebidas vegetais (também chamadas popularmente de leites vegetais) são grandes aliadas para quem faz uso de dietas que restringem produtos de origem animal, como é o caso dos vegetarianos estritos (também conhecidos como veganos). Quem tem intolerância ou alergia à lactose, ou ainda outro elemento presente no leite e seus derivados, também costuma substitui-los por bebidas de origem vegetal em suas refeições.

 

Geralmente, existe pouca variedade de bebidas vegetais disponíveis nos supermercados comuns, e quando são encontrados, apresentam um preço bem elevado. Muitas vezes, a poucas opções disponíveis em mercados comuns também apresentam conservantes, corantes, açúcar e adoçantes.

 

Uma alternativa mais natural e mais barata é fazê-los em casa. O processo para obter o “leite” de diferentes fontes  é bem parecido. Na maioria das vezes é necessário deixar o grão ou oleaginosa de molho durante algumas horas, bater com água e coar, porém não é regra. Em alguns casos não é necessário nem deixar de molho ou ainda coar, tornando o processo mais prático.

 

RECEITAS:

 

*Leite de soja: dentre os leites vegetais, o leite de soja é o mais mais conhecido. Para fazê-lo basta deixar a soja de molho durante 12 horas, bater no liquidificador com 3 xícaras de água para cada xícara de soja, coar e cozinhar o líquido até a espuma sumir. Com o resíduo do leite, chamado okara, é possível fazer bolos, bolachas e até mesmo adicionar ao suco verde.

 

*Leite de amendoim: o leite de amendoim tem sabor similar ao leite de amêndoas, com a vantagem de ser mais econômico. Existem diversas formas de obter esse leite, a depender do gosto de quem irá prepará-lo. Ele pode ser apenas deixado de molho, batido e coado, ou como apresentado na receita, o leite pode ser cozido. Outra opção também é torrar o amendoim antes de deixá-lo de molho. O resíduo do leite é ideal para o preparo de quitutes doces como bolos, bolachas e cookies.

 

*Leite de amêndoas: além de ser consumido puro, o leite de amêndoas é ideal para ser utilizado em receitas, já que seu sabor é um dos mais neutros dentre os leites vegetais. Para fazê-lo basta deixar as amêndoas de molho por pelo menos 12 horas, bater no liquidificador utilizando 4 xícaras de água para cada xícara de amêndoas. Se desejar, adicione essência de baunilha.

 

*Leite de gergelim: o gergelim é um ótimo alimento para diminuir o colesterol ruim e, além disso, o seu leite apresenta mais cálcio que o leite de vaca. Para preparar o leite de gergelim você pode utilizar o gergelim preto ou bege. Deixe-o de molho de 8 a 12 horas, bata no liquidificador com 3 ou 4 xícaras de água e coe. Com o resíduo do leite é possível fazer uma ricota de gergelim.

 

*Leite de linhaça: a linhaça tem a função adstringente, ou seja, é uma ótima aliada na perda de gordura. O uso dessa semente também está associado ao tratamento de problemas na pele como ressecamento, psoríase, acnes e alergias. Para fazer o leite de linhaça deixe as sementes hidratando em água durante 8 horas. Depois, bata bem no liquidificador a linhaça com água, utilizando 1 copo de água para cada 2 colheres de linhaça. Finalize coando. A dica da autora da receita é também substituir a água por água de coco ou ainda por um chá de sua preferência ao fazer o leite de linhaça.

 

*Leite de semente de abóbora: as sementes de abóboras muitas vezes são descartadas para apenas a polpa da abóbora ser consumida. É possível fazer um leite vegetal super nutritivo com essa semente que geralmente vai para o lixo. Para fazer esse leite basta deixar as sementes de molho por 12 horas. Para cada xícara de sementes use 4 xícaras de água, bata no liquidificador e coe.

 

*Leite de aveia: a maior vantagem desse leite é o tempo de preparo. Diferente dos demais leites vegetais, a aveia não precisa ser deixada de molho, o leite não é cozido e o preparo é finalizado em poucos minutos. Para cada 2 xícaras de aveia em pó ou em flocos utilize 4 xícaras de água. Bata no liquidificador e coe. O leite dura aproximadamente 3 dias na geladeira.

 

*Leite de arroz: o leite de arroz é um dos leites vegetais com textura mais fina. Não é preciso deixar o arroz de molho, mas é preciso cozinhar. Para o preparo utilize 1 litro de água para cada xícara de arroz, que pode ser branco ou integral. Cozinhe por 15 minutos, bata no liquidificador e coe. O resíduo pode ser utilizado em pratos salgados como sopas, caldos e tortas.

 

*Leite de castanhas do Pará: o leite de castanhas do Pará é um ótimo substituto para o leite de vaca em pratos salgados. Pode ser usado no molho branco e pode substituir o creme de leite. Para fazê-lo utilize 500ml de água para cada 8 castanhas, bata as castanhas no liquidificador, adicione a água e coe.

 

*Leite de castanha de caju: para fazer esse leite utilize 1 litro de água para cada 100g de castanha de caju. Deixe de molho por ao menos 8 horas, bata no liquidificador as castanhas com 300ml de água durante 1 minuto, adicione as demais 700ml de água e bata bem. Coe em um pano bem fino para que não passe nenhum resíduo. Se desejar adicione essência de baunilha.

 

*Leite de nozes: as propriedades medicinais das nozes são muitas. Entre elas estão a redução do risco de diabetes e o aumento nos níveis de serotonina, responsáveis pelo bom humor. Para fazer o leite de nozes basta bater 2 copos de água para cada copo de nozes e coar até obter a textura desejada.

 

*Leite de girassol e inhame: esse leite é muito energético e ótima fonte de vitamina E. Para prepará-lo deixe as sementes de girassol de molho durante 12 horas. Depois, bata as sementes de girassol com água e um inhame pequeno descascado e picado. O leite pode ser guardado por apenas um dia, na geladeira.

 

*Leite de quinoa: o leite de quinoa é rápido e fácil de ser preparado. Utilize 2 xícaras de água para 4 colheres de quinoa. Coloque tudo dentro do liquidificador e deixe de molho durante 15 minutos. Depois bata durante 1 minuto e está pronto. Não é necessário coar.

 

6 vantagens do consumo de leite vegetal

  1. Podem ser consumidos por qualquer pessoa, desde que a mesma não apresente alergia ao vegetal utilizado para fazer o leite;
  2. São ótimas opções de hidratação para se tomar ao longo do dia;
  3. Para dietas com restrição de leite, as bebidas vegetais podem funcionar como substitutos em receitas como bolos, pães, cremes, tortas e outras;
  4. Não possuem gorduras saturadas, portanto não aumentam o colesterol ruim;
  5. São fontes de minerais como o potássio e algumas vitaminas do complexo B (não são fontes de viitamina B12)
  6. Dependendo do vegetal utilizado para o preparo, são ótimas fontes de fibra.

Seguindo uma alimentação saudável e balanceada, os leites vegetais podem complementar a sua dieta. Lembrando que cada pessoa pode ter necessidades especificas para o consumo de nutrientes diários. Consulte um nutricionista para saber as suas.

Conheça também uma das opções mais saborosas e rica em benefícios: o leite de coco vegetal!

 

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Manteiga vegana de aquafaba

Ahh uma manteiga com pão…. Como nos tráz recordações não é mesmo?
Existem algumas marcas veganas de manteigas que você encontra em loja de produtos naturais, mas elas nem sempre são acessíveis a todos. Logo, esta receitinha a base de aquafaba é de inspirar qualquer café da manhã!

Ingredientes
60 ml aquafaba (TEM RECEITA AQUI NO BLOG MESMO)

1/2 xícara óleo de coco

4 colher sopa azeite de oliva

1/3 colher chá açafrão-da-terra

1/2 colher chá vinagre

1/3 colher chá sal

Bater a aquafaba na batedeira até virar a colher e não cair (cerca de 15 minutos). Misturar o restante dos ingredientes com a exceção do óleo de coco. Derreter o óleo de coco para que esteja líquido. Adicionar a mistura quando não estiver mais quente e levar a geladeira por cerca de 4 horas. Deixar destampada, só depois de firme tampar o recipiente.

Tempo de preparo 15 minutos

Aquafaba – essencial para receitas veganas

A receita de hoje não é bem um prato delícia cheio de sabor, mas é uma dica valiosa para o seu dia a dia vegetariano ou vegano. A aquafaba pode ser utilizada em todas as receitas que pedem  clara de ovos ou claras em neve! A aquafaba pode ser feita a partir do cozimento do feijão, ervilha, soja…porém, a do grão de bico é o que proporciona sabor mais neutro e melhor consistência nas receitas vegetarianas/ veganas. Abaixo eu listo algumas ideias de receitas com aquafaba e também com o grão de bico cozido. Além de substituir perfeitamente as claras em neve a aquafaba rende bastante e tem o custo baixo.
O que eu posso fazer com aquafaba?
Maionese vegana
Merengue/Suspiro
Mousses

Pudim de claras vegano
Cobertura de bolo ou cup cakes (Glacê)
Qualquer bolo que exija claras em neve
O que eu posso fazer com o grão de bico utilizado no preparo?
Salada de grão de bico..
Húmus
Falafel

Hambúrguer de grão de bico
Creme de grão de bico (sopa)
Quibe à base de grão de bico
Grão de bico ao curry

Obs: Deixar o grão de bico de molho em água de um dia para o outro em meio ácido (gotas de limao, vinagre) e cozinhar com folha de louro para reduzir a quantidade de ácido fítico

Dieta Vegetariana e a Vitamina D

VIT D

Níveis adequados de vitamina D são fundamentais para a manutenção da saúde geral do organismo, incluindo a saúde dos ósseos, do tecido muscular esquelético, e também do sistema imunológico entre outros.  Alguns estudos recentes relacionam a deficiência deste nutriente  com demência, depressão e aumento no risco do aparecimento de algumas doenças autoimunes, como por exemplo esclerose múltipla.  Diferentemente de outras vitaminas, ao obter vitamina D na sua forma ativa, nosso organismo transforma esta vitamina num hormônio chamado calcitriol. Logo 25-hidroxi-vitamina D (forma ativa desta vitamina) é chamado também de hormônio.

A obtenção de vitamina D pode ocorrer via alimentação ou via exposição solar, porém em ambos os casos este nutriente é enviado ao fígado ou rim para a sua ativação. A dieta vegetariana é pobre em vitamina D, o que faz com que indivíduos vegetarianos dependam mais da sua produção via exposição solar ou via suplementação. Observa-se hoje um crescente número de pessoas deficientes neste nutriente, sendo umas das possíveis razões a baixa exposição ou aumento no uso de protetores solares.

Existem diversos tipos de Vitamina D, sendo as vitaminas D2 e D3 as mais conhecidas e discutidas. A vitamina D3 se encontra numa forma mais disponível do que a vitamina d2, elevando os níveis sanguíneos de 25-hidroxi-vitamina D sanguíneos de forma mais rápida e duradoura. Logo os suplementos de vitamina D em geral são na forma de D3. O grande problema é que no Brasil estes suplementos são sempre de origem animal, enquanto que as poucas empresas que produzem este suplemento para vegetarianos, utilizam vitamina D2. Assim, o Brasil ainda carece de empresas que produzam vitamina D3 sinteticamente, sem nenhum derivado de produto animal, assim como já ocorre em outros países. Abaixo segue uma lista de suplementos veganos de vitamina D3 importados. Lembre-se sempre de procurar um médico ou nutricionista antes de iniciar qualquer suplementação.

Fontes:

“Dietary Supplement Fact Sheet: Vitamin D”. Office of Dietary Supplements (ODS). National Institutes of Health (NIH). Retrieved April 11, 2010.

Adams JS, Hewison M; Hewison (2010). “Update in Vitamin D”. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. 95 (2): 471–8. doi:10.1210/jc.2009-1773. PMC 2840860. Freely accessible. PMID 20133466.

 Biancuzzo RM, Clarke N, Reitz RE, Travison TG, Holick MF (2013). “Serum concentrations of 1,25-dihydroxyvitamin D2 and 1,25-dihydroxyvitamin D3 in response to vitamin D2 and vitamin D3 supplementation”. J Clin Endocrinol Metab. 98 (3): 973–9. doi:10.1210/jc.2012-2114. PMC 3590486. Freely accessible. PMID 23386645.

Proteínas Vegetais: Quais as melhores?

É extremamente importante variar as fontes proteicas vegetais ao longo do dia! Lembre-se sempre de consumir uma variedade de cereais integrais e diferente tipos de leguminosas.
Pesquisas recentes demonstram que as proteínas de origem vegetal são inferiores em promover um balance proteico positivado por 3 grandes motivos, sendo 1 deles uma menor concentração de aminoácidos essenciais, mais especificamente lisina, metionina e leucina.

Logo, para contornar esta questão, sugere-se variar a fontes proteicas vegetais ao longo do dia, pois diferentemente das proteínas de origem animal, nenhuma fonte vegetal possui altas concentrações destes 3 aminoácidos. Logo, ao consumir uma quantidade mínima adequada de proteína diária e também de diferentes fontes vegetais ao longo do dia, um indivíduo consegue suprir suas necessidades basais sem necessitar de suplementação.

Aguarde nosso próximo post e discutiremos mais sobre a quantidade proteica adequada para suprir as necessidades basais X promoção do ganho de força e hipertrofia e também dicas de como melhorar a digestibilidade e promover melhor absorção dos aminoácidos de proteínas de origem vegetal durante as grandes refeições.

Fonte: VAN VLIET, S.; BURD, N. A.; VAN LOON, L. J. The Skeletal Muscle Anabolic Response to Plant- versus Animal-Based Protein Consumption. J Nutr, v. 145, n. 9, p. 1981-91, Sep 2015. ISSN 1541-6100. Disponível em: < https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26224750 >

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Proteínas vegetais. COMO ESCOLHER?

O músculo esquelético responde a diferentes estímulos, podendo aumentar ou diminuir a síntese de novas proteínas, e possivelmente promovendo hipertrofia muscular ou atenuação da perda de tônus muscular.

As proteínas de origem vegetal possuem um perfil de aminoácidos diferente das proteínas de origem animal, mas principalmente uma menor concentração relativa de leucina, ou seja, um razão leucina:proteína inferior.

Por esta razão muitos pesquisadores questionam se estas fontes proteicas são inferiores `as proteínas de origem animal, com relação ao aumento de massa muscular ou atenuação de sua perda. Outros aminoácidos que merecem atenção, pois se encontram em desequilíbrio em alguns alimentos, são a metionina e a lisina.

A fim de contornar esta situação e diante da atual carência de pesquisas neste campo, grandes parte do pesquisadores propõem que a alimentação diária deve conter grande VARIEDADE de grãos e leguminosas, dando preferência aqueles alimentos com maior concentração destes aminoácidos.

A tabela em anexo aponta a quantidade relativa (%) de leucina, metionina e lisina do total de proteína (g) de cada fonte.

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Fonte: VAN VLIET, S.; BURD, N. A.; VAN LOON, L. J. The Skeletal Muscle Anabolic Response to Plant- versus Animal-Based Protein Consumption. J Nutr, v. 145, n. 9, p. 1981-91, Sep 2015. ISSN 1541-6100. Disponível em: < https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26224750 >.

Veiculado pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB São Paulo) em 09/09/2016 – https://www.facebook.com/svbsaopaulo/photos/a.161553870692039.1073741831.152179338296159/603329213181167/?type=3&theater