Tofu ao molho de damasco e tamarindo

 

1 bloco grande (350g) de tofu firme (cortado em cubos e previamente drenados em uma peneira, e assado no forno por 30 min)

1 c. de chá de azeite de oliva extra virgem

4 xícaras de cogumelos (eu utilizei shitake e champignon mesmo)

1/2 c. de chá de paprica doce

Sal a gosto

2 c de chá de molho chipotle

2 c de sopa damasco seco

 

Preparo: Aqueça o óleo refogue os cogumelos com a pimenta e o sal, até que os cogumelos caramelizem (em torno de 10 min). Adicione o restante dos ingredientes, juntamente com 1 xícara de água. Ferva e diminua o fogo até os damascos ficarem bem macios (em trono de 25 min).

 

Molho de tamarindo:

2 tamarindos cozidos em água por 30 minutos

1/2 xícara de açúcar de coco (ou açúcar mascavo)

1 c. de sopa de suco de limão

1 pitada de sal

Coloque todos os ingredientes em uma panela e ferva. Diminua o fogo e cozinhe até a mistura reduzir pela metade, ficando com uma textura tipo xarope.

 

 

#vegan #veganismo #vegano

RECEITA VOLTA ÀS AULAS – Pão de queijo vegano

Estamos em época de volta às aulas e sugestões de lanches são sempre bem-vindas. Afinal, que mãe ou pai dispensa umas boas ideias para fazer lanches coloridos, gostosos e nutritivos para tantos dias letivos?

Nossa Consultora em Alimentação Vegetariana, Bruna Nascimento, deu algumas dicas bem práticas de como tornar a escolha e confecção dos lanchinhos dos pequenos tão gostosa quanto sua degustação.

 

 

1. Organização e planejamento – Antes de começar a semana, já tenha em mente quais serão os dias e horários que a criança (ou você, caso seja um(a) adolescente) estará fora de casa. O lanche será para um período ou dois? Depois de saber quantos lanches serão feitos por dia, certifique-se de ter todos os ingredientes básicos em casa, e se não tiver, aproveite para ir às compras!

 

2. O que comer –  Toda refeição é uma oportunidade de se nutrir e de se fazer bem. Use esse momento para nutrir seu filho(a), é uma chance de alcançar sua melhor performance. Uma alimentação vegetariana saudável não só irá fazê-lo(a) se sentir disposto, atento e concentrado, como também irá prevenir o risco de desenvolver diversas doenças crônicas no futuro, como diabetes do tipo 2, doenças cardiovasculares e diversos tipos de câncer.

 

 

3) Escolha a embalagem certa –  Ninguém quer comer uma banana amassada ou um sanduíche todo quebrado, não é mesmo? Escolher a embalagem certa é fundamental para deixar o lanche íntegro, em condições adequadas e atraente. Evite embalagens descartáveis! Existem diversas marcas de lancheiras veganas ou você também pode reutilizar garrafinhas e potinhos mais resistes que tem em casa. Outra dica também é escolher frutas que possam ser comidas com a casca ou descascadas com a mão, como banana, ameixa, pêssego, entre outras. Assim, elas correm menos risco de sofrer alteração de cor devido à oxidação e também não precisam de embalagem!

 

 

4) Fruta e água, e não suco – Dê preferência às frutas inteiras. ? importante que a criança experimente texturas, cores e sabores naturais das frutas. ? assim que ela desenvolverá um paladar mais receptivo a alimentos mais saudáveis e variados. A biodisponibilidade de nutrientes também é muito mais favorável com a ingestão da casca e das fibras. Procure escolher frutas regionais e da época pois terão menos agrotóxicos, uma vez que estarão nas suas condições ideais de crescimento, ou as orgânicas, o que é ainda melhor. Ter uma garrafinha com água à disposição também fará a criança beber quando estiver com vontade e evitar a sede e desidratação, favorecendo a concentração em suas atividades.

 

5) Promova a concentração através da alimentação – Muitos nutrientes estão relacionados à qualidade da concentração, do reflexo e da memória, como o ferro, a vitamina B12, o ômega 3 e o glicogênio.  O ômega 3 em alimentos de origem vegetal é encontrado nas sementes de linhaça e de chia (também pode ser consumido na forma de óleo) e nas oleaginosas, como nozes, castanhas e amêndoas. A vitamina B12 é obtida através da suplementação e é importantíssima para a memória e sistema cognitivo. Já o glicogênio é obtido a partir do consumo de carboidratos e utilizado pelo cérebro como fonte de energia. Dê preferência aos carboidratos integrais, que ajudam a manter a glicemia, evitando picos de insulina.

 

RECEITA – PÃO DE QUEIJO VEGANO

 

Modo de preparo

Antes de tudo, cozinhe a mandioquinha. Em uma panela com água fervente, coloque a mandioquinha picada e deixe cozinhar até ficar macia (espete um garfo ou faca e ele deve atravessar com facilidade). Escorra bem e em seguida amasse as mandioquinhas ainda quentes com um garfo, até obter um purê uniforme. Reserve.
Pré-aqueça o forno a 210ºC. Em uma vasilha, coloque o polvilho doce, o polvilho azedo, o fermento químico em pó e misture.
Coloque a água, o óleo e o sal em uma panela pequena, misture e deixe ferver. Quando estiver borbulhando, desligue e jogue sobre a mistura dos polvilhos. Misture bem até virar uma farofinha. Adicione o purê e misture novamente, até obter uma massa uniforme. Modele bolinhas de tamanho médio, cerca de 4cm de diâmetro, e coloque em uma assadeira antiaderente. Leve para assar por cerca de 50 minutos ou até os pãezinhos ficarem rachados e completamente assados. Está pronto!

Dicas

  • Recomendo o uso de xícaras e colheres medidoras para a quantidade ficar mais precisa. São vendidas em lojas de 1,99 e têm o custo acessível. A xícara que eu uso tem 240ml e a colher 15ml.
  • Você pode usar batata doce no lugar da mandioquinha. Eu fiz com batata doce, adicionei orégano desidratado, um pouquinho a mais de sal (porque ela é mais adocicada) e ficou super saboroso! É só usar a mesma quantidade.
  • Dá pra adicionar ervas desidratadas, como orégano, como citei acima, alecrim, salsinha…
  • Você pode colocar cubinhos de goiabada no meio dos seus pãezinhos, ela derrete e fica uma delícia!
  • Você pode congelar, para ter seus pãezinhos sempre à mão! Eu achei que poderia não dar certo devido ao fermento, mas fiz alguns testes e deu certo sim. Para congelar: é só modelar as bolinhas e colocar em uma forma com um espaço entre elas, leve para congelar até ficarem bem duras (o que vai levar cerca de 2 horas) e depois remova com cuidado e guarde em vasilhas ou saquinhos fechados. Para assar eu só tiro do congelador, coloco na forma ainda congelados e asso em forno pré-aquecido por uns 50 minutos.
  • Uma dica: se você ver que a massa não está ficando firme, que ela está grudando na sua mão, adicione um pouquinho mais de polvilho doce, porque pode acontecer da sua mandioquinha ter acumulado bastante água.

Criança pode ser vegana?

 

 

Como qualquer outro tipo de alimentação, a dieta vegana pode ser tanto saudável quanto não saudável. Tudo depende do planejamento, dos hábitos da criança e da família, variedade de produtos etc. A dieta bem orientada e acompanhada por profissional qualificado não causará nenhum prejuízo, porém há necessidade de suplementação de vitamina B12 (como para adultos). Caso necessário, pode-se entrar também com suplementação de outros micronutrientes, mas isto não mandatório.

 

Até os 6 meses de idade a alimentação deve ser somente via aleitamento materno. A partir daí e até os 2 anos de idade, outros grupos de alimentos (cada um no seu momento) devem ser introduzidos. Não há necessidade de introduzir nenhum produto de origem animal (a não ser o leite materno), e quanto mais cedo a criança ser exposta aos diferentes alimentos de origem vegetal, melhor a aceitação. Até o 2º ano de vida, deve haver muita cautela com, ou mesmo não ser oferecido, derivados da soja, por esta ter difícil digestão e alta alergenicidade. Outro cuidado é com as oleaginosas, que também podem causar alergias. A partir do 6º mês, as leguminosas e cereais (bem cozidos e sempre fazendo o remolho das leguminosas adequado) devem constar na alimentação sendo estes alimentos (em conjunto ao leite materno), quando em quantidade adequada e presente ao menos nas 2 refeições principais,  suficiente como fonte de proteína.

 

 

Nessa batalha, a nossa principal arma é a informação. Para combatermos mitos e desinformação é necessário não apenas organização, é necessário estarmos bem informados! Sem estarem com a razão, são usados argumentos falhos por aqueles que buscam a todo custo iludir a população sobre a suposta inviabilidade da dieta vegetariana ou vegana. Apesar de falhos, estes argumentos conseguem boa inserção na sociedade por meio da mídia, que é justamente onde precisamos estar atentos. A informação científica sobre o tema é clara: uma dieta vegana infantil, com o devido planejamento, é perfeitamente viável. É possível criar uma criança desde o nascimento vegana, desde que haja o devido planejamento nutricional, podemos. Note-se que planejamento nutricional é essencial para qualquer estilo alimentar, não sendo esta necessidade um sinal negativo em relação ao veganismo.

 

Uma dieta vegetariana bem planejada é completamente segura em todas as fases da vida, basta apenas informação sobre o assunto com a ajuda de profissionais especializados. É preciso substituir alimentos e fornecer todos os nutrientes necessários para se ter uma boa saúde, não apenas excluir certos alimentos. Os principais nutrientes que devem ser balanceados, neste caso, são os minerais como o ferro, o cálcio, zinco, gorduras do tipo ômega 3 e vitamina B12.

Bacalhoada vegana de palmito

 

Ingredientes

5 batatas inglesas
2 xícaras de palmito fatiados ou em cubos
2 pimentões pequenos
3 tomates
2 cebolas roxas
1/3 de xícara de azeite
1/2 xícara de azeitonas
Sumo de 1 limão
1/2 folha de alga nori bem picadinha
Salsinha, sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo

Fatie a batata inglesa, o palmito, os pimentões, os tomates e as cebolas em fatias finas (as batatas devem estar mais finas que os demais ingredientes). Em um refratário grande, intercale as fatias de batatas, palmito, pimentão, tomate, cebola e azeitona com bastante azeite e sempre salpicando um pouco de nori, sal, pimenta, sumo do limão, e salsinha entre as camadas. Leve ao forno pré-aquecido a 220 graus por 30 a 40 minutos ou até que as batatas estejam macias (porém não muito moles).

Observação
Você pode fazer sem a alga se não gostar do sabor ou não for acessível pra você, mas é ela que dá o gostinho de mar pra lembrar o tradicional bacalhau.