Molho pesto vegano

O molho pesto é um clássico da culinária italiana, tradicionalmente feito com folhas de manjericão e queijo, faz muito sucesso aqui no Brasil. Que tal uma receitinha vegana?

 

Além do pesto de manjericão, é possível preparar versões alternativas caso não goste muito dessa erva, como pesto de rúcula, de azeitonas, de abobrinha e de tomates seco.

 

As formas de consumir o pesto são inúmeras. Pode ser usado como molho de macarrão, espalhar sobre uma fatia de pão tostado, servir sobre saladas, brusquetas e pizzas. Se você ama o pesto como eu, pode muito bem fazer bastante e congelar em pequenos frascos, depois é só descongelar na geladeira ou em temperatura ambiente e utilizar normalmente.

INGREDIENTES:
3 xíc. de folhas de manjericão
1/2 xíc. de nozes (ou castanha de caju ou do Pará)
4 colheres de sopa de azeite de oliva
1 colher de chá de sal
1/4 colher de chá de pimenta do reino (opcional)

COMO FAZER:
1- Coloque todos os ingredientes no processador ou liquidificador e triture até ficar homogêneo. Desligue o processador ou liquidificador de vez em quando e raspe a lateral com uma espátula ou colher e volte a bater, assim a mistura ficará mais homogênea. Se você tiver um pilão e socador, pode utilizá-los para triturar os ingredientes. Caso esteja difícil triturar, adicione mais azeite de oliva quanto baste;
2- Se não for usar logo, transfira o pesto para um pote com tampa e armazene na geladeira por até três dias. Use quando necessário para incrementar pratos.

 

DICA: Você pode adicionar 1/2 dente de alho pequeno e gotas de limão para ficar mais saboroso.

 

Suplementação Para Atletas Veganos 

 

Proteína vegetal vegana

Proteína de ervilha, proteína de cânhamo ou mesmo blend de fontes proteicas vegetais. Existem algumas variedades nacionais e importadas. É importante que cada dose de 25g de proteína tenha quantidade total de l-leucina próximo ou igual a 3-3,5g

 

BCAA ou leucina em pó

As proteínas de fonte vegetal contém menor quantidade de aminoácidos de cadeia ramificadas (BCAAs), em especial do aminoácido l-leucina. Logo, a complementação de 5-10g de bcca para atletas de endurance e de 3-7g de l-leucina para atletas de força podem trazer benefícios adicionais à recuperação muscular pós treinos longos ou  ganho de força e massa muscular.

 

Creatina Mnohidratada

A dieta vegetariana não contém creatina. Logo, atletas vegetarianos devem contar somente com a fonte endógena de creatina como fonte de energia rápida. Atletas de força ou treinos que objetivam aumento de força e hipertrofia são aqueles que se beneficiam deste suplemento. Estes atletas podem se beneficiar (aumento de força e potência) com a suplementação adicional de 3-5g de creatina monohidratada por dia.

 

Beta alanina

A dieta vegetariana não contém carnosina. Logo, atletas vegetarianos devem contar somente com a fonte endógena de carnosina, que dentre suas funções atua como um tampão em treinos de alta intensidade e intervalados, ou seja, aumento do tempo até exaustão. Em geral os esportes mais se beneficiam são futebol, corrida  ou nado curta (curta duração), lutas, etc. PIrém cabe lembrar que mesmo os esportes que que não se encaixam nesta categoria, utilizam exercícios de alta intensidade e curta duração como parte do protocolo de treinamento.  Estes atletas podem se beneficiar com a suplementação de 3,2 a 6,4g de beta-alanina, por dia. Como a beta alanina pode causar efeito colateral como formigamento de dedos, é importante que esta dose seja dividida em 4 doses de 0,8 a 1,6g por dia (com intervalo de no mínimo 4 horas entre uma dose e outra) OU suplementação em cápsulas de liberação lenta.

 

 

Ômega 3 vegano

a aliementação vegetarina também contém baixa concentração de ômega 3, especificamente ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenoico (DHA), contando somente com ácido alfa-linolênico (ALA) derivados de alguas sementes (ex: linhaça e chia) e algas. Em nosso organismo, a taxa de transformação do ALA em EPA e DHA é muito baixa, logo é interssante aumentar a quantidade dos alimentos fontes naturais de ALA ou adquirir via suplementação. Existem hj suplementos de ômega 3 (EPA: DHA) sintetizados em laboratórioas a partir de algas marinhas, ou seja, 100% veganos. Estes não estam disponíveis no Brasil e devem ser importados. Dosagem mínima sugerida: 1g por dia de EPA+DHA.

Uma das funções mais importantes dos ômegas é seu papel antiinflamatório

 

 

 

Vitamina B12

Todos os indivídos em alimentação vegetariana estrita devem suplemetar vitamina B12. As dosagens variam, dependo da dosagem sérica atual do indivíduo e da responsividade à suplementaçao de cada um. É importante dosar vitamina B12 plasmática a cada 6 meses.

 

Vitamina D

No Brasil, a único formato de suplementação vegetariana de Vitamina D é vitamina D2, a qual é u pouco inferior a vitamiana D3. Logo as dosagens de vitamina d2 devem ser bem superiores a de vitamina D3, porém o ideal é acompanhar a suplementação com exames de sangue para esta vitamina, chamado de 25 hidroxi vitamina D.  No exterior já existe vitamina d3 vegana, porém este deve ser importado.

 

Leite vegetal: 13 receitas fáceis para você fazer em casa

Os leites vegetais são grandes aliados para quem faz uso de dietas que restringem leites de origem animal, como é o caso dos veganos. Quem tem intolerância ou alergia à lactose, ou ainda outro elemento presente nos leites animais, também costuma substituir leites animais pelos vegetais em suas refeições.

 

Geralmente, existe pouca variedade de leites vegetais disponíveis nos supermercados comuns, e quando são encontrados, apresentam um preço bem elevado. Outra desvantagem dos leites vegetais industrializados é que quase sempre apresentam conservantes, corantes, açúcar e adoçantes, o que faz muitas propriedades desses leites se perderem.

 

Uma alternativa aos leites vegetais industrializados é fazê-los em casa. O processo para obter leite de diferentes tipos de grãos e cereais é bem parecido. Na maioria das vezes é necessário deixar o grão ou cereal de molho durante algumas horas, bater com água e coar, porém não é regra. Em alguns casos não é necessário nem deixar de molho ou ainda coar, tornando o processo mais prático.

 

RECEITAS:

 

*Leite de soja: dentre os leites vegetais, o leite de soja é o mais mais conhecido. Para fazê-lo basta deixar a soja de molho durante 12 horas, bater no liquidificador com 3 xícaras de água para cada xícara de soja, coar e cozinhar o líquido até a espuma sumir. Com o resíduo do leite, chamado okara, é possível fazer bolos, bolachas e até mesmo adicionar ao suco verde.

 

*Leite de amendoim: o leite de amendoim tem sabor similar ao leite de amêndoas, com a vantagem de ser mais econômico. Existem diversas formas de obter esse leite, a depender do gosto de quem irá prepará-lo. Ele pode ser apenas deixado de molho, batido e coado, ou como apresentado na receita, o leite pode ser cozido. Outra opção também é torrar o amendoim antes de deixá-lo de molho. O resíduo do leite é ideal para o preparo de quitutes doces como bolos, bolachas e cookies.

 

*Leite de amêndoas: além de ser consumido puro, o leite de amêndoas é ideal para ser utilizado em receitas, já que seu sabor é um dos mais neutros dentre os leites vegetais. Para fazê-lo basta deixar as amêndoas de molho por pelo menos 12 horas, bater no liquidificador utilizando 4 xícaras de água para cada xícara de amêndoas. Se desejar, adicione essência de baunilha.

 

*Leite de gergelim: o gergelim é um ótimo alimento para diminuir o colesterol ruim e, além disso, o seu leite apresenta mais cálcio que o leite de vaca. Para preparar o leite de gergelim você pode utilizar o gergelim preto ou bege. Deixe-o de molho de 8 a 12 horas, bata no liquidificador com 3 ou 4 xícaras de água e coe. Com o resíduo do leite é possível fazer uma ricota de gergelim.

 

*Leite de linhaça: a linhaça tem a função adstringente, ou seja, é uma ótima aliada na perda de gordura. O uso dessa semente também está associado ao tratamento de problemas na pele como ressecamento, psoríase, acnes e alergias. Para fazer o leite de linhaça deixe as sementes hidratando em água durante 8 horas. Depois, bata bem no liquidificador a linhaça com água, utilizando 1 copo de água para cada 2 colheres de linhaça. Finalize coando. A dica da autora da receita é também substituir a água por água de coco ou ainda por um chá de sua preferência ao fazer o leite de linhaça.

 

*Leite de semente de abóbora: as sementes de abóboras muitas vezes são descartadas para apenas a polpa da abóbora ser consumida. É possível fazer um leite vegetal super nutritivo com essa semente que geralmente vai para o lixo. Para fazer esse leite basta deixar as sementes de molho por 12 horas. Para cada xícara de sementes use 4 xícaras de água, bata no liquidificador e coe.

 

*Leite de aveia: a maior vantagem desse leite é o tempo de preparo. Diferente dos demais leites vegetais, a aveia não precisa ser deixada de molho, o leite não é cozido e o preparo é finalizado em poucos minutos. Para cada 2 xícaras de aveia em pó ou em flocos utilize 4 xícaras de água. Bata no liquidificador e coe. O leite dura aproximadamente 3 dias na geladeira.

 

*Leite de arroz: o leite de arroz é um dos leites vegetais com textura mais fina. Não é preciso deixar o arroz de molho, mas é preciso cozinhar. Para o preparo utilize 1 litro de água para cada xícara de arroz, que pode ser branco ou integral. Cozinhe por 15 minutos, bata no liquidificador e coe. O resíduo pode ser utilizado em pratos salgados como sopas, caldos e tortas.

 

*Leite de castanhas do Pará: o leite de castanhas do Pará é um ótimo substituto para o leite de vaca em pratos salgados. Pode ser usado no molho branco e pode substituir o creme de leite. Para fazê-lo utilize 500ml de água para cada 8 castanhas, bata as castanhas no liquidificador, adicione a água e coe.

 

*Leite de castanha de caju: para fazer esse leite utilize 1 litro de água para cada 100g de castanha de caju. Deixe de molho por ao menos 8 horas, bata no liquidificador as castanhas com 300ml de água durante 1 minuto, adicione as demais 700ml de água e bata bem. Coe em um pano bem fino para que não passe nenhum resíduo. Se desejar adicione essência de baunilha.

 

*Leite de nozes: as propriedades medicinais das nozes são muitas. Entre elas estão a redução do risco de diabetes e o aumento nos níveis de serotonina, responsáveis pelo bom humor. Para fazer o leite de nozes basta bater 2 copos de água para cada copo de nozes e coar até obter a textura desejada.

 

*Leite de girassol e inhame: esse leite é muito energético e ótima fonte de vitamina E. Para prepará-lo deixe as sementes de girassol de molho durante 12 horas. Depois, bata as sementes de girassol com água e um inhame pequeno descascado e picado. O leite pode ser guardado por apenas um dia, na geladeira.

 

*Leite de quinoa: o leite de quinoa é rápido e fácil de ser preparado. Utilize 2 xícaras de água para 4 colheres de quinoa. Coloque tudo dentro do liquidificador e deixe de molho durante 15 minutos. Depois bata durante 1 minuto e está pronto. Não é necessário coar.

 

6 vantagens do consumo de leite vegetal

  1. Podem ser consumidos por qualquer pessoa, desde que a mesma não apresente alergia ao vegetal utilizado para fazer o leite;
  2. São ótimas opções de hidratação para se tomar ao longo do dia;
  3. Para dietas com restrição de leite animal podem funcionar como substitutos em receitas como bolos, pães, cremes, tortas e outras;
  4. Não possuem gorduras saturadas, portanto não aumentam o colesterol ruim;
  5. São fontes de minerais como o potássio e vitaminas do complexo B;
  6. Dependendo do vegetal utilizado para o preparo são ótimas fontes de fibra.

Seguindo uma alimentação saudável e balanceada, os leites vegetais podem complementar a sua dieta. Lembrando que cada pessoa pode ter necessidades especificas para o consumo de nutrientes diários. Consulte um nutricionista para saber as suas.

Conheça também uma das opções mais saborosas e rica em benefícios: o leite de coco vegetal!

 

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Moqueca de banana-da-terra

Receitinha vegana mais que especial.


Tempo de preparo:
 40 minutos (+ o tempo de marinada)
Rendimento: 6 porções

Ingredientes
6 bananas-da-terra sem casca
suco coado de 1 limão
1 dente de alho picado
3 pimentas dedo-de-moça, sem sementes, picadas
Sal e pimenta-do-reino branca moída na hora
2 colheres (sopa) de azeite
2 cebolas grandes cortadas em rodelas finas
1 pimentão amarelo sem sementes em rodelas
1 pimentão verde sem sementes em rodelas
1 pimentão vermelho sem sementes em rodelas
1 lata de tomate pelado
1 1/3 xícara de leite de coco
2 colheres (sopa) de cheiro-verde picado

Modo de preparo
Corte a banana no sentido do comprimento e depois em pedaços grandes. Ponha em uma tigela com o suco de limão, o alho, a pimenta dedo-de-moça, o sal e a pimenta-do-reino. Reserve por uma hora e meia. Em seguida, aqueça o azeite em uma panela grande e refogue a cebola e os pimentões. Acrescente o tomate pelado ligeiramente picado com o conteúdo da lata e cozinhe por 5 minutos. Por cima, arrume a banana com sua marinada. Cubra com o leite de coco e polvilhe com metade do cheiro-verde. Cozinhe, mexendo às vezes com cuidado, por mais 25 minutos ou até a banana ficar macia e o líquido se reduzir bem. Sirva em seguida, polvilhada com o cheiro-verde restante.

Dica: se você gostar da moqueca com mais caldo, não deixe o liquido se reduzir muito. Esta receita pode ser preparada com palmito no lugar da banana-da-terra.

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15 Melhores Fontes de Proteínas Veganas

 

Quinoa

A quinoa, mãe dos grãos, como chamavam os Incas que a cultivavam nos países andinos desde muito séculos atrás, é uma proteína vegetal completa, que contém todos os nove aminoácidos que nosso corpo necessita. penas uma xícara de quinoa cozida, cerca de 185 gramas, vai te dar 8 gramas de proteína e valores altos de todos os aminoácidos essenciais, além de fibras, ferro, magnésio e manganês. Muito versátil, a quinoa pode ser incluída no seu dia-a-dia quase sem você perceber. Acrescente algumas colheres da quinoa cozida em saladas, no arroz, no macarrão, em sopas, bolos, enfim… seu sabor é muito suave e ela vai combinar com praticamente qualquer receita.

 

Grão-de-bico

Outra fonte de proteína vegetal muito completa é o grão-de-bico. Em meia xícara, com cerca de 82 gramas, este poderoso grão oferece 7,3 gramas de proteína e todos os aminoácidos necessários para uma vida saudável. Baixo em calorias, o grão-de-bico é um ótimo alimento para quem quer perder peso, pois é rico também em fibras. Além disso, é muito versátil e fácil de ser preparado, basta deixar de molho por pelo menos 8 horas e pôr para ferver. Você pode congelar em porções individuais e acrescentar em saladas, sopas, refogar com legumes ou fazer uma pasta de grão-de-bico, conhecida como homus.

 

Lentilha

Outro super grão é a lentilha, uma das fontes de proteínas vegetais coringas para quem deixou de comer carne. Em uma porção de 100 gramas de lentilha, 8,9 gramas são de proteína completa, com todos os aminoácidos que o seu corpo precisa. Ela é também bastante rica em fibras e vai te deixar saciado por mais tempo, sendo um aliado forte para quem quer perder peso com saúde. A lentilha pode ser feita como o feijão, em sopas ou até em receitas deliciosas de hambúrguer de lentilha.

 

Feijão

E já que falamos nele, o feijão tem muitas variedades – o preto, o carioca, o branco, o fradinho, enfim. De qualquer forma, todos eles possuem uma coisa em comum: são fontes de proteínas vegetais de qualidade. Algumas variedades vão conter mais de um tipo de aminoácido que outras, mas no final das contas, todos os feijões vão te oferecer no mínimo 7 gramas de proteínas por xícara e bastantes aminoácidos.

 

Amaranto

Muito parecido com a quinoa, o amaranto possui grãos menores, mas é tão nutritivo quanto. Em uma xícara do amaranto cozido, cerca de 70 gramas, você adquire 9,3 gramas de proteína e todos os aminoácidos essenciais em abundância.

Além disso, o amaranto também é uma excelente fonte de ferro, vitaminas do complexo B e magnésio. Ele pode ser incluído em sua alimentação da mesma forma que a quinoa, já que não tem um sabor muito forte.

 

Chia

Outro alimento poderoso é a chia. Em apenas duas colheres de chá dessa semente, estão 5 gramas de proteína completa, ou seja, com todos os aminoácidos que o seu corpo precisa. Além disso, a chia é uma ótima fonte vegetal de ômega 3, ferro, cálcio, zinco e antioxidantes. Ao adicionar água nas sementes de chia, elas ganham uma consistência gelatinosa, ótimo para misturar com frutas para fazer versões saudáveis de pudim, bater no liquidificador para fazer smoothies ou até mesmo para substituir ovos em receitas de bolo. Também é possível consumi-la crua, polvilhando em saladas, iogurte e sucos.

 

Aveia

A aveia é também rica em proteína e oferece todos os aminoácidos, sendo uma fonte muito rica de triptofano. Em uma xícara de mingau de aveia, você consegue quase 100% da quantidade de triptofano recomendada por dia. Além disso, nesta porção estão 6 gramas de proteína, fazendo deste mingau uma ótima forma de começar o dia. A aveia também é boa fonte de magnésio, cálcio e vitaminas do complexo B.

 

Semente de cânhamo

Esta super semente ainda não é muito consumida no Brasil, mas é queridinha de diversas celebridades e atletas que prezam por uma boa alimentação, principalmente por todos os benefícios que ela pode oferecer.

Em apenas 2 colheres da semente de cânhamo estão impressionantes 10 gramas de proteína, além de altas doses de todos os aminoácidos, com exceção da lisina, também presente, mas em menor quantidade.

 

 Semente de abóbora e semente de girassol

Estas sementes são pouquíssimo utilizadas na alimentação, mas deveríamos dar uma segunda chance a ambas, já que são muito nutritivas e ótimas fontes de proteínas vegetais. A semente de abóbora, além de tudo, é uma preciosa fonte de ferro e magnésio, também muito importantes para quem adota uma dieta vegetariana ou vegana. No que diz respeito à proteína, são 8 gramas a cada ¼ de xícara, além de ser uma ótima fonte de lisina, um dos aminoácidos mais difíceis de serem encontrados em proteína vegetal. Dobre esta porção e você terá todo o triptofano que necessita por dia. A semente de girassol não fica para trás, com 7,3 gramas de proteína na mesma quantidade e também fornecendo todos os aminoácidos, em quantidade mais modestas. Use estas sementes para incrementar saladas, sanduíches e outras receitas que possam se beneficiar de um pouquinho de crocante.

Oleaginosas

As castanhas em geral também são boas fontes de proteínas vegetais, mas o seu consumo deve ser cauteloso, já que são abundantes também em calorias, principalmente as amêndoas, castanhas de caju e pistache, com cerca de 160 calorias a cada 5 gramas. Além disso, as quantidades dos aminoácidos essenciais são reduzidas, o que poderia levar alguém a consumir castanhas em excesso para conseguir as quantidades necessárias. Mesmo assim, vale a pena fazer um mix de castanhas para um lanchinho ocasional, para ganhar gorduras saudáveis, proteínas e aminoácidos essenciais de uma fonte diferente e deliciosa.

Tofu

O tofu e outros derivados da soja são muito ricos em proteínas, além de serem bastante versáteis na alimentação. Em apenas 135 gramas de tofu estão 10,2 gramas de proteínas e quantidades muito altas de todos os aminoácidos, exceto a metionina, que está presente, mas não tão abundante. O tofu pode vir na versão firme ou soft, sendo o primeiro ideal para servir grelhado ou em versões bem mastigáveis, enquanto o segundo pode fazer parte de receitas mais cremosas.

 

Seitan

O nome é esquisito, mas este é um alimento super poderoso no mundo dos vegetarianos e veganos. Muito parecido com um bife, o seitan é feito a partir do glúten e foi criado há alguns milênios justamente como um substituto da carne para monges budistas na China. Em 85 gramas, este alimento vai te fornecer 31 gramas de proteína, quase tudo o que você precisa consumir em um dia e essa porção vai te dar praticamente toda quantidade dos aminoácidos essenciais, exceto pela lisina, que não está presente no glúten. Uma dica é preparar o seitan com molho shoyu, por exemplo, rico neste aminoácido.

 

Soja

É o resíduo da soja que resta quando o seu óleo é extraído. De acordo com pesquisas, a soja possui até mais proteínas que os ovos, os peixes e as carnes vermelhas e brancas. Portanto, é importantíssima para a reconstrução, crescimento e conservação dos nossos órgãos, células e tecidos, também sendo usada em momentos de falta energética. Por outro lado, alguns hormônios são sintetizados pelas proteínas. A isoflavona da soja é um poderoso antioxidante que mantém o corpo livre de radicais livres, responsáveis por doenças como o câncer através do fortalecimento do sistema imunológico. Essa substância ainda contribui para o retardamento do envelhecimento, o que ajuda na prevenção de rugas na face.

Arroz integral

O arroz integral ajuda no desenvolvimento da massa muscular, pois seu consumo mantém um nível de energia ao longo dia. Esses grãos são considerados carboidratos de digestão lenta, ou seja, após a digestão, a glicose vai sendo liberada de forma mais gradual para a corrente sanguínea. Com a metabolização da glicose, seu corpo mantem um saldo positivo de energia, proporcionando mais ânimo e força para os treinos.

Ervilha

Essa leguminosa é rica em arginina, um ótimo antiinflamatório, e reconstrutor muscular, existente em alimentos como (soja, clara de ovos, caseína, soro de leite, atum, carne ou frango). esse aminoácido além de ajudar na construção dos músculos, ajuda a liberar o hormônio do crescimento, participa da síntese da creatina, é precursor do óxido nítrico (NO) que promove a vasodilatação, contribuindo para um coração saudável, a manutenção do esforço físico e a eficácia do sistema imunológico.  Outro aminoácido essencial presente é a Lisina (que mantém equilibrados os níveis de nitrogênio nos músculos e contribui para a saúde dos ossos) e é naturalmente rica em aminoácidos de cadeia ramificada, os BCAA (Leucina, Isoleucina e Valina) – agentes importantes para a recuperação do tecido muscular no pós-exercício.

 

 

Dicas

Cada organismo vai precisar de uma quantidade diferente de proteínas e aminoácidos. Os valores mencionados acima são baseados em uma pessoa de 65 quilos que não faz exercícios muito pesados.

Para saber a quantidade de proteína diária que você deve ingerir diariamente, basta seguir esta tabela:

  1. Homens e mulheres adultos: 0,8 gramas de proteína por cada quilo, por dia;
  2. Pessoas que treinam frequentemente: 1,2 a 1,4 gramas por cada quilo, por dia;
  3. Mulheres grávidas: 1,1 gramas por quilo, por dia.

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Manteiga vegana de aquafaba

Ahh uma manteiga com pão…. Como nos tráz recordações não é mesmo?
Existem algumas marcas veganas de manteigas que você encontra em loja de produtos naturais, mas elas nem sempre são acessíveis a todos. Logo, esta receitinha a base de aquafaba é de inspirar qualquer café da manhã!

Ingredientes
60 ml aquafaba (TEM RECEITA AQUI NO BLOG MESMO)

1/2 xícara óleo de coco

4 colher sopa azeite de oliva

1/3 colher chá açafrão-da-terra

1/2 colher chá vinagre

1/3 colher chá sal

Bater a aquafaba na batedeira até virar a colher e não cair (cerca de 15 minutos). Misturar o restante dos ingredientes com a exceção do óleo de coco. Derreter o óleo de coco para que esteja líquido. Adicionar a mistura quando não estiver mais quente e levar a geladeira por cerca de 4 horas. Deixar destampada, só depois de firme tampar o recipiente.

Tempo de preparo 15 minutos

Aquafaba – essencial para receitas veganas

A receita de hoje não é bem um prato delícia cheio de sabor, mas é uma dica valiosa para o seu dia a dia vegetariano ou vegano. A aquafaba pode ser utilizada em todas as receitas que pedem  clara de ovos ou claras em neve! A aquafaba pode ser feita a partir do cozimento do feijão, ervilha, soja…porém, a do grão de bico é o que proporciona sabor mais neutro e melhor consistência nas receitas vegetarianas/ veganas. Abaixo eu listo algumas ideias de receitas com aquafaba e também com o grão de bico cozido. Além de substituir perfeitamente as claras em neve a aquafaba rende bastante e tem o custo baixo.
O que eu posso fazer com aquafaba?
Maionese vegana
Merengue/Suspiro
Mousses

Pudim de claras vegano
Cobertura de bolo ou cup cakes (Glacê)
Qualquer bolo que exija claras em neve
O que eu posso fazer com o grão de bico utilizado no preparo?
Salada de grão de bico..
Húmus
Falafel

Hambúrguer de grão de bico
Creme de grão de bico (sopa)
Quibe à base de grão de bico
Grão de bico ao curry

Obs: Deixar o grão de bico de molho em água de um dia para o outro em meio ácido (gotas de limao, vinagre) e cozinhar com folha de louro para reduzir a quantidade de ácido fítico

Bebida de Inhame – Receita Vegana

As bebidas vegetais não devem ser chamadas de leite vegetais, pois não substituem o leite de vaca (as plantas tampouco possuem mamas para produzir leite). São bebidas super nutritivas, mas nutricionalmente diferentes. Ou seja, são opções de bebidas vegetarianas/ ou veganas saudáveis, que de aparência e textura PODEM lembrar o leite (particularmente eu acho estas bebidas muito mais saborosas, além de causarem muito menos impacto no meio ambiente).

Bebida Vegetal de Inhame – Receita vegetariana/ vegana

1 xícara de chá de inhame cozido
1xícara de chá de castanha do Pará de remolho por 8horas
1 pitada de sal
Água para cobrir
Ferva o inhame em água. Descarte a água e bata o inhame no processador ou mixer. Acrescente as castanhas e o sal e bata novamente até ficar homogêneo. Acrescente mais agua caso necessite.
Coe com um pano limpinho ou voal.
Não descarte o bagaço, pois pode ser utilizado para farofas, bolos, panquecas etc.